22/Apr/2026
Segundo o Itaú BBA, os preços do milho registraram alta nos mercados internacional e doméstico em março, impulsionados pela valorização do petróleo e incertezas geopolíticas. No entanto, o movimento perdeu intensidade no início de abril devido ao recuo das cotações da commodity energética e a fatores sazonais no País. Na Bolsa de Chicago, o cereal subiu 5,3% em média em março, atingindo US$ 4,53 por bushel. A valorização do petróleo melhorou as margens das usinas de etanol nos Estados Unidos, elevando a demanda pelo grão.
O conflito no Oriente Médio e a alta nos custos de insumos também mantiveram o mercado em alerta para os riscos da safra 2026/27. Na primeira quinzena de abril, a tendência externa mudou com o alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda do petróleo reduziu o prêmio do milho via etanol, resultando em recuo de 0,5% nas cotações, para US$ 4,50 por bushel. No mercado brasileiro, o milho em Campinas (SP) subiu 4,4% em março, para R$ 71,00 por saca de 60 Kg. A alta é atribuída ao atraso no plantio em regiões de 2ª safra, oferta limitada pelo foco na colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026) e aumento de custos logísticos, decorrentes da alta do diesel e dos fretes.
Em abril, o cenário doméstico passou a sofrer pressão negativa. O avanço da colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026), a valorização do Real e a melhora climática para 2ª safra de 2026 reduziram a paridade de exportação. Com compradores abastecidos, os preços em Campinas caíram para patamares inferiores a R$ 70,00 por saca de 60 Kg na primeira quinzena deste mês. Em relação ao desenvolvimento das lavouras, a 2ª safra de 2026 apresenta evolução positiva. Chuvas recentes reduziram o estresse hídrico no oeste do Paraná. Atualmente, a maior parte da área está em fase vegetativa, enquanto um terço das lavouras em Mato Grosso entrou em floração, estágio mais sensível à disponibilidade de água. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.