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22/Apr/2026

Grãos: geopolítica e energia devem direcionar preços

Segundo a Biond Agro, o mercado de soja e de milho para a safra 2026/27 será influenciado por fatores externos como geopolítica, energia e fluxos financeiros, que podem manter os preços acima do ponto de equilíbrio. O setor transita para um ambiente menos previsível, no qual o desalinhamento entre a oferta elevada e a demanda moderada abre espaço para novas variáveis na formação de preços. O cenário global é de ampla oferta, com crescimento consistente da produção na América do Sul e avanço moderado da demanda, especialmente na China. Esse desalinhamento gradual entre oferta e demanda abre espaço para novas variáveis que passam a ganhar relevância na formação de preços.

O clima aparece como o principal fator de incerteza diante da transição do fenômeno climático La Niña para a neutralidade, com possibilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño no segundo semestre de 2026. O movimento pode alterar a distribuição de risco entre as regiões produtoras, mas sem consolidar um cenário extremo até o momento. Nos Estados Unidos, a competição por área entre milho e soja deve favorecer o cereal em cenários de estoques elevados, o que limita o espaço da oleaginosa. Essa interação regula o sistema agrícola global, com oscilações de preços que redefinem a distribuição de áreas entre as duas culturas. No início de 2026, as cotações da soja na Bolsa de Chicago avançaram de níveis próximos a US$ 10,00 por bushel para patamares acima de US$ 11,00 por bushel.

O movimento foi sustentado por atrasos pontuais na colheita no Brasil, expectativa de compras chinesas nos Estados Unidos e tensões geopolíticas que elevaram o petróleo e o biodiesel. O suporte veio mais de riscos e energia do que de fundamentos do campo. Para o ciclo 2026/27, a Biond Agro não projeta um ciclo sustentado de alta, uma vez que não há sinais de redução significativa da oferta global liderada pelo Brasil. A orientação para o setor é dar prioridade à gestão de custos em detrimento da tentativa de prever preços. A recomendação é focar na gestão de custos, aproveitar oportunidades e construir uma média consistente. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.