20/Apr/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram próximos da estabilidade na sexta-feira (17/04), revertendo perdas registradas ao longo do dia. O vencimento julho recuou 0,25 cent (0,05%), e fechou a US$ 4,57 por bushel. No acumulado da semana passada, o contrato registrou valorização de 1,39%. O desempenho foi influenciado pela queda expressiva do petróleo, fator que reduz a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis.
Nos Estados Unidos, o biocombustível é produzido majoritariamente a partir do milho, o que estabelece relação direta entre os mercados. Além disso, chuvas recentes no Meio Oeste dos Estados Unidos contribuíram para a melhora da umidade do solo, pressionando as cotações. Dados do Monitor da Seca dos Estados Unidos indicaram que 26% da área destinada ao milho apresentava algum nível de estiagem na última semana, abaixo dos 29% registrados na semana anterior e dos 30% observados no mesmo período do ano passado.
O mercado também foi impactado pela revisão positiva na estimativa de produção da Argentina. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou a projeção da safra 2025/26 em 4 milhões de toneladas, de 57 milhões para 61 milhões de toneladas. O ajuste foi baseado em imagens de satélite que indicaram área semeada de 8,1 milhões de hectares, representando acréscimo de 300 mil hectares em relação à estimativa anterior.
Por outro lado, a demanda externa pelo milho dos Estados Unidos atuou como fator de sustentação. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram vendas de exportação de 1,4 milhão de toneladas da safra 2025/26 na semana encerrada em 9 de abril, volume 3% superior ao da semana anterior e 14% acima da média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/27, foram comercializadas 56,5 mil toneladas. No acumulado do ano comercial, as vendas somam 72,79 milhões de toneladas, avanço de 28,6% em relação ao mesmo período da temporada anterior.