20/Apr/2026
Segundo análise da EarthDaily, empresa de monitoramento agrícola por satélite, a combinação de temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média tem ampliado o risco para o desenvolvimento do milho 2ª safra em importantes regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil. Nas últimas semanas, os volumes de precipitação variaram entre 0 e 30 milímetros em Estados como Goiás, Paraná, Mato Grosso do Sul e áreas de Mato Grosso, resultando em déficit hídrico entre 20% e mais de 80% em relação à média histórica. Essas regiões concentram cerca de 86% da produção nacional de milho 2ª safra. Além da restrição hídrica, o padrão de temperaturas acima da média intensifica a evapotranspiração, reduzindo a disponibilidade de água no solo e elevando o risco de estresse térmico nas lavouras.
Em algumas áreas, as anomalias térmicas podem atingir até 5°C acima da média climatológica. A redução da umidade do solo já é observada em regiões relevantes, como Mato Grosso, maior produtor nacional da 2ª safra, além de áreas de Goiás e do Paraná, indicando pressão crescente sobre o potencial produtivo. Em Goiás, o índice de vegetação (NDVI) apresenta comportamento semelhante ao observado em 2021, safra marcada por perdas de produtividade, reforçando o cenário de cautela. A previsão de chuvas mais de 50% abaixo da média aumenta o risco de impacto sobre o rendimento, especialmente em áreas mais sensíveis. Em Mato Grosso do Sul, o cenário ainda é mais favorável, com bom desenvolvimento vegetativo e níveis de umidade próximos da normalidade no curto prazo.
Em Mato Grosso, o desempenho das lavouras é inferior ao do ciclo anterior, refletindo a menor disponibilidade hídrica, embora haja expectativa de recuperação parcial nas próximas semanas. No Paraná, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório até o momento, mas a continuidade da redução da umidade do solo mantém o cenário de atenção, sobretudo para a fase de enchimento de grãos. O quadro reforça a necessidade de monitoramento das condições climáticas nas próximas semanas, período decisivo para a consolidação do potencial produtivo da 2ª safra de 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.