ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

17/Apr/2026

Etanol de Milho: produção deve crescer em 2026/27

Segundo o Conselho da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a produção de etanol de milho do Centro-Sul do Brasil pode atingir 12 bilhões de litros na safra 2026/27. O setor vive um momento de forte crescimento e consolidação. Com base em dados recentes do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a safra 2026/27 deve representar um novo nível para a indústria. A projeção de moagem é de quase 26,8 milhões de toneladas de milho, o que levará a uma produção de aproximadamente 12 bilhões de litros de etanol. Esse avanço representa um salto relevante sobre o ciclo anterior, impulsionado pela entrada em operação de novas usinas em diferentes Estados. Esse salto de mais de 19% em relação ao ciclo do ano anterior reflete a força da expansão do setor.

Mato Grosso, Bahia e Pará são polos de crescimento. O modelo produtivo do setor se apoia na 2ª safra de milho, o que permite ganho de escala sem expansão de área agrícola. Além do etanol, destaca-se o papel da cadeia do milho na geração de coprodutos como DDG e DDGS, bioeletricidade e óleo vegetal, reforçando a integração com a cadeia de proteínas. O milho gera bioeletricidade, nutrição animal e óleo bruto, que barateia e intensifica a produção de proteína. Importante considerar o contexto internacional, marcado por tensões geopolíticas e alta do petróleo. A recente escalada no Oriente Médio impacta nos mercados de energia, com o barril de petróleo Brent rompeu a barreira dos US$ 100,00, acumulando alta de quase 35%.

Esse cenário reforça a importância dos biocombustíveis como alternativa estratégica. Os biocombustíveis atuam como um escudo, blindando a economia brasileira contra a volatilidade externa e garantindo a independência energética do País. A produção total de etanol no Brasil deve se aproximar de 40 bilhões de litros neste ciclo, reforçando a relevância do setor na matriz energética. O Brasil desponta com uma vantagem inigualável. A Unem defende o avanço da agenda de transição energética, incluindo novas aplicações para biocombustíveis, descarbonizando as estradas, os mares e os céus; tornando viável o bio bunker marítimo e o combustível sustentável de aviação, o SAF. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.