17/Apr/2026
A expansão do etanol de milho tem impulsionado a transformação estrutural da economia de Mato Grosso, com tendência de a cadeia produtiva do grão se consolidar como a principal atividade econômica do Estado nos próximos anos. O avanço está associado ao aumento da industrialização e à maior agregação de valor à produção agrícola. A verticalização do setor amplia o valor gerado a partir do milho, com conversão do grão em etanol, óleo e DDGS, elevando a receita ao longo da cadeia produtiva. Nesse contexto, uma tonelada de milho avaliada em R$ 1.800,00 na entrada do processo industrial pode resultar em aproximadamente R$ 1.900,00 em produtos na saída, evidenciando o ganho econômico da transformação industrial.
O setor já apresenta impacto relevante na economia estadual, com arrecadação anual estimada em R$ 3 bilhões, consolidando-se como um dos principais pilares econômicos de Mato Grosso. A expansão das usinas também contribui para a geração de demanda local, reduzindo a dependência de subsídios para o escoamento da produção. Historicamente, o Estado enfrentava limitações logísticas e necessidade de apoio governamental para viabilizar o transporte do excedente de milho.
A instalação de unidades industriais promoveu mudança nesse cenário ao internalizar parte significativa da produção e reduzir a pressão sobre a infraestrutura de transporte. Além dos efeitos econômicos, a cadeia do etanol de milho apresenta ganhos ambientais e produtivos, com geração de biocombustível, produção de coprodutos destinados à nutrição animal e contribuição para a captura de carbono. O modelo reforça a integração entre agricultura, energia e pecuária, ampliando a eficiência do sistema produtivo. A perspectiva é de continuidade da expansão do setor, com fortalecimento da agroindústria e aumento da relevância do milho na matriz econômica estadual. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.