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16/Apr/2026

Centro-Sul: potencial da 2ª safra depende de chuvas

Segundo o Itaú BBA, a definição do potencial produtivo do milho 2ª safra no Centro-Sul permanece condicionada ao comportamento das chuvas em abril, em um cenário de elevada incerteza entre os principais modelos meteorológicos e maior sensibilidade das lavouras em fases críticas do ciclo. O fator determinante não se limita ao volume total de precipitação, mas à sua distribuição ao longo do mês, uma vez que irregularidades podem provocar estresse hídrico mesmo em cenários de acumulados considerados adequados. Esse contexto reforça a necessidade de monitoramento contínuo das atualizações climáticas, especialmente em áreas com desenvolvimento mais avançado ou plantio tardio. Os modelos climáticos apresentam divergências relevantes.

Enquanto o modelo norte-americano indica volumes mais baixos no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, sugerindo transição mais rápida para padrão seco, o modelo europeu projeta chuvas mais próximas da média histórica. A falta de convergência amplia a incerteza e mantém o mercado sensível a revisões frequentes. No curto prazo, a atenção se concentra na evolução das lavouras de milho 2ª safra, sobretudo em regiões onde o plantio foi atrasado e a dependência de umidade em abril e maio é mais elevada. O atraso está associado ao excesso de chuvas em março, que dificultou a colheita da soja e o avanço do plantio em áreas do Centro-Oeste, Norte e Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Em estados como Goiás, as precipitações frequentes limitaram o ritmo das operações, enquanto em Maranhão e Tocantins houve atrasos adicionais e, em alguns casos, impactos sobre a qualidade dos grãos devido à irregularidade das chuvas. No horizonte mais longo, cresce a probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño a partir do segundo semestre de 2026. As projeções indicam redução do cenário de neutralidade no trimestre junho/julho/agosto, com cerca de 60% de chance de estabelecimento do fenômeno e probabilidade superior a 80% de consolidação nos períodos seguintes. Esse movimento ainda não afeta diretamente a safra atual, mas já entra no radar do mercado para a temporada 2026/27 na América do Sul, com potencial de alterar o regime de chuvas em momentos críticos do calendário agrícola, influenciando culturas como soja, milho e outras lavouras relevantes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.