15/Apr/2026
Os futuros de milho fecharam sem tendência definida nesta terça-feira (14/04) na Bolsa de Chicago. O vencimento julho, o mais líquido, ganhou 1,50 cent (0,33%), e fechou a US$ 4,52 por bushel. O vencimento maio fechou em alta, enquanto setembro e dezembro terminaram em terreno negativo, mas perto da estabilidade. No caso do milho para julho, traders aproveitaram os preços mais baixos da commodity para recomprar contratos, após o mercado ter recuado nas quatro semanas anteriores e voltado aos níveis pré-guerra. Os ganhos foram sustentados ainda pelo impacto da escalada das tensões no Oriente Médio sobre os preços de fertilizantes.
A forte demanda pelo grão norte-americano contribuiu para a alta. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores relataram vendas de 316 mil toneladas de milho para o México e 120 mil toneladas para destinos desconhecidos. Do total vendido para o México, 65 mil toneladas são para entrega no ano comercial 2025/26, 139 mil toneladas para 2026/27 e 112 mil toneladas para 2027/28. Isso sugere preocupações de pelo menos um comprador de que as reduções na oferta global de fertilizantes relacionadas à guerra possam levar a preços mais altos do milho nos próximos anos.
O USDA informou que o plantio de milho nos Estados Unidos alcançava 5% da área total prevista no dia 12 de abril, ante 4% em igual período do ano passado e na média de cinco anos. Os ganhos foram limitados pelo enfraquecimento do petróleo, que diminui a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, o biocombustível é feito principalmente com milho. A ampla oferta da América do Sul também impediu uma alta mais acentuada dos preços. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua projeção para a produção total do Brasil em 2025/26, de 138,27 milhões de toneladas para 139,57 milhões de toneladas. Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário elevou sua estimativa de produção para um recorde de 67 milhões de toneladas.