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15/Apr/2026

Brasil: redução da oferta com atrasos na 2ª safra

Segundo a StoneX, a produção de milho no Brasil deve apresentar recuo, mesmo com leve expansão da área plantada, em função da expectativa de menor produtividade e do atraso na semeadura da 2ª safra de 2026, que eleva os riscos climáticos durante o inverno. O cenário aponta para redução da oferta total no ciclo 2026/27. A menor produção, combinada ao crescimento do consumo interno, tende a reduzir a participação brasileira nos fluxos globais do cereal. A demanda doméstica segue impulsionada pela expansão do etanol de milho, com estimativa de aumento de 2 bilhões de litros na produção do biocombustível no ciclo 2026/27.

A Região Centro-Sul deve incorporar 12 novas usinas até março de 2027, reforçando a capacidade de processamento. No cenário internacional, os preços do milho encontram suporte após revisões na safra 2025/26 dos Estados Unidos, com previsão de aumento de 15,5% nas exportações norte-americanas. A relação estoque/uso global permanece pressionada em comparação ao ciclo anterior, sustentando o equilíbrio mais ajustado entre oferta e demanda. Fatores geopolíticos também influenciam o mercado, com tensões no Oriente Médio e restrições no Estreito de Ormuz contribuindo para a valorização do petróleo, com reflexos indiretos sobre o etanol e, consequentemente, sobre o milho. Há ainda potencial de retomada das compras chinesas do cereal norte-americano, o que pode alterar a dinâmica comercial global.

Para a safra 2026/27 nos Estados Unidos, projeta-se redução de área destinada ao milho em favor da soja. Por outro lado, a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño pode favorecer o desenvolvimento das lavouras, com expectativa de condições climáticas mais úmidas durante o verão. Na China, as importações de milho cresceram 207,9% no primeiro bimestre de 2026 na comparação anual. Os estoques nos principais portos atingiram o menor nível em cinco anos para o mês de março, indicando necessidade de recomposição e potencial adicional de demanda no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.