14/Apr/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram próximos da estabilidade nesta segunda-feira (13/04), devolvendo os ganhos observados ao longo da sessão. O vencimento julho recuou 0,25 cent (-0,06%), e fechou a US$ 4,51 por bushel. O movimento inicial de alta foi sustentado por compras de oportunidade, após a retração das cotações nas quatro semanas anteriores, que haviam retornado aos níveis observados antes das tensões geopolíticas recentes. A valorização do petróleo também contribuiu para o suporte ao mercado, ao elevar a competitividade do etanol produzido a partir do milho nos Estados Unidos. No entanto, a posterior acomodação dos preços do petróleo, que recuaram para abaixo de US$ 100,00 por barril, reduziu esse fator de sustentação.
A perspectiva de ampla oferta na América do Sul exerceu pressão adicional sobre os preços. Na Argentina, a estimativa de produção foi elevada para um recorde de 67 milhões de toneladas, refletindo expansão de área e melhora nos rendimentos. No Brasil, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras de milho da 2ª safra de 2026, com precipitações relevantes em regiões produtoras do Centro-Sul, contribuindo para um quadro produtivo positivo. Por outro lado, a demanda externa pelo milho dos Estados Unidos limitou perdas mais intensas. Na semana encerrada em 9 de abril, foram inspecionadas 1,78 milhão de toneladas para exportação, volume 13,15% inferior ao da semana anterior. No acumulado do ano comercial, o total inspecionado alcança 50,23 milhões de toneladas, avanço de 33,9% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.