10/Apr/2026
Os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago encerraram em baixa nesta quinta-feira (09/04), pressionados pela revisão positiva da safra na Argentina. O contrato maio recuou 3,25 cents (0,73%), e fechou a US$ 4,44 por bushel. A Bolsa de Comércio de Rosário elevou em 5 milhões de toneladas a estimativa de produção argentina para a safra 2025/26, totalizando 67 milhões de toneladas, refletindo ajustes positivos na área plantada e nos rendimentos. O aumento da oferta na América do Sul reforça a percepção de disponibilidade global elevada. As condições climáticas nos Estados Unidos também influenciaram o mercado.
A previsão de chuvas para o Meio Oeste deve melhorar a umidade do solo e favorecer o avanço do plantio. O Monitor da Seca dos Estados Unidos indicou que 29% da área destinada ao milho apresentava algum nível de estiagem na última semana, abaixo dos 44% registrados na semana anterior. As vendas externas dos Estados Unidos limitaram perdas mais intensas. Na semana encerrada em 2 de abril, foram comercializadas 1,361 milhão de toneladas de milho da safra 2025/26, volume 18% superior ao da semana anterior e 8% acima da média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/27, foram registradas vendas de 11,4 mil toneladas. O resultado ficou dentro do intervalo projetado pelo mercado, de 900 mil a 1,6 milhão de toneladas.
Houve ainda registro de venda adicional de 136 mil toneladas para a Coreia do Sul, com entrega prevista para 2025/26. No relatório mensal de oferta e demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve os estoques domésticos em 54,03 milhões de toneladas, abaixo da expectativa de 54,43 milhões de toneladas. Os estoques globais foram elevados de 292,8 milhões para 294,8 milhões de toneladas, acima da projeção de 293,2 milhões de toneladas. A produção do Brasil foi mantida em 132 milhões de toneladas para a safra 2025/26, frente à expectativa de 132,5 milhões de toneladas. Para a Argentina, a estimativa permaneceu em 52 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da projeção de 52,2 milhões de toneladas.