10/Apr/2026
Os produtores de milho nos Estados Unidos enfrentam crescente incerteza sobre acesso a fertilizantes, com impactos previstos para a safra 2026/27. Pesquisas da Associação Nacional dos Produtores de Milho (NCGA) indicam que, enquanto muitos agricultores já garantiram suprimentos para 2026, a preocupação em relação a preços e disponibilidade para 2027 é quase o dobro da observada para a temporada corrente. A alta dos preços de varejo ocorreu logo após a intensificação do conflito no Oriente Médio, região estratégica para o comércio global de insumos, e a capacidade de compra foi reduzida devido à queda nos preços do milho.
Atualmente, é necessário um recorde de 185 bushels de milho para adquirir 1 tonelada de ureia, o maior nível registrado. Levantamento com quase mil produtores entre o final de março e início de abril mostrou que 90% identificam elevação de preços para fertilizantes nitrogenados e 88% para fosfatados. Além do aumento de custos, a disponibilidade física tornou-se crítica. Interrupções no transporte marítimo e produção reduzida em diversos países restringem a oferta. Empresas de grande porte dos Estados Unidos pressionaram pela manutenção de direitos compensatórios sobre fertilizantes fosfatados importados do Marrocos, elevando preços e interrompendo remessas.
Cerca de 50% dos produtores da NCGA antecipam que restrições podem comprometer a aplicação completa de fertilizantes na safra de 2026, com preço citado por 37% e disponibilidade por 11% como principais limitantes. O risco para o fornecimento futuro concentra-se na janela de importação entre agosto e novembro, período em que os agricultores adquirem insumos para a próxima safra. Cerca de 40% ainda necessitam garantir fertilizantes nitrogenados para 2026, enquanto 36% buscam fosfatados. Produtores com menos de 40 anos apresentam maior probabilidade de não terem assegurado a compra de nitrogênio até o momento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.