09/Apr/2026
A Scot Consultoria projeta que os preços do milho em 2026 devem se manter sustentados, sem espaço para altas expressivas, sustentados pelos estoques mais confortáveis após a produção recorde de 2025. O relatório da consultoria aponta que, embora a demanda interna, principalmente de nutrição animal e usinas de etanol, permaneça firme, o fluxo de exportações ainda apresenta incertezas, dado que o Irã é o principal comprador e o conflito no Oriente Médio impacta a previsibilidade dos embarques. O avanço da mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel pode gerar aumento adicional na demanda por milho e soja, mas os principais riscos ao mercado estão fora do setor de grãos.
A forte dependência do Brasil do mercado internacional de fertilizantes e a restrição temporária de exportações por grandes fornecedores elevou os preços de adubos, mantendo-os em patamares historicamente altos. O diesel também representa pressão sobre os custos operacionais, alcançando R$ 8,00 por litro em São Paulo e até R$ 10,00 por litro em algumas regiões, impactando frete e logística. Apesar desses fatores, o cenário interno de milho não indica espaço para grandes disparadas de preço, dado o volume de oferta disponível. No caso da soja, a Scot projeta estabilidade, com o mercado global bem abastecido, estoques elevados e uma safra robusta no Brasil, resultando em expectativa de preços acomodados tanto para a soja quanto para o farelo, mantendo a presença do produto nas dietas de confinamento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.