09/Apr/2026
Segundo estudo da Embrapa, o complexo de enfezamentos e a cigarrinha-do-milho provocaram perdas médias de 22,7% na produção brasileira de milho entre 2020 e 2024, com prejuízo financeiro acumulado estimado em US$ 25,8 bilhões. No período, o impacto corresponde a cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos que deixaram de ser produzidas. Em média, o País perdeu 31,8 milhões de toneladas por ano, com custo econômico anual de aproximadamente US$ 6,5 bilhões. A análise considerou dados históricos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) desde 1976, além de informações do projeto Campo Futuro, com levantamento em 34 municípios produtores. Na safra 2020/21, as perdas chegaram a 28,9%, recuando para 16,7% em 2023/24.
Apesar da redução recente no impacto percentual, os custos de controle aumentaram. O gasto com inseticidas subiu 19% no período analisado, superando US$ 9 por hectare, refletindo a intensificação das medidas de combate ao inseto vetor. A expansão da 2ª safra e a presença contínua do milho ao longo do ano são apontadas como fatores que favorecem a proliferação da cigarrinha e dos patógenos associados. Os enfezamentos pálido e vermelho são considerados atualmente uma das principais ameaças fitossanitárias à cultura no Brasil, podendo causar perdas totais em áreas com híbridos suscetíveis. O estudo também indica que não há tratamento preventivo eficaz para as doenças, o que amplia o desafio de manejo no campo. Em cerca de 80% das localidades avaliadas, a cigarrinha e os enfezamentos foram identificados como os principais responsáveis pela queda de produtividade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.