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07/Apr/2026

Preços do milho são pressionados pela maior oferta

O mercado brasileiro de milho inicia a semana com pressão maior, à medida que os produtores ampliam a oferta para fazer caixa para pagamento de compromissos na virada do mês e compradores passam a atuar com mais calma diante da recente queda das cotações. O clima segue no radar por causa da 2ª safra de 2026, mas, no curto prazo, o fator dominante é o ritmo de comercialização no interior. A retração recente dos preços alterou a dinâmica do mercado. Com mais oferta disponível no mercado spot, a ponta compradora passou a segurar negócios à espera de oportunidades. A trava agora "veio para o lado do comprador", que conseguiu alongar a cobertura após aproveitar a necessidade de venda do produtor.

A preocupação com o clima segue presente, mas perdeu força momentaneamente na formação dos preços. O mercado acompanha riscos potenciais mais à frente, como geada e eventual impacto de um El Niño mais forte sobre o desenvolvimento das lavouras, mas, por ora, a área está mais consolidada e sem relatos generalizados de problemas. Nesse ambiente, o milho deve seguir mais pressionado no curto prazo, ao menos enquanto o fluxo de vendas do produtor continuar elevado e o comprador mantiver postura cautelosa. Esse movimento tem prevalecido sobre outros vetores, como câmbio e competição externa.

No Paraná, na região de Curitiba, a demanda é fraca e os preços se mantêm estáveis, a R$ 60,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega e pagamento em abril. Os produtores seguem firmes na indicação de R$ 70,00 por saca de 60 Kg CIF, em iguais condições. Para 2ª safra de 2026, com base no histórico dos últimos anos, os preços no pico da colheita raramente ultrapassam os R$ 66,00 por saca de 60 Kg. A tendência é que, quando julho chegar e a oferta entrar no mercado, os preços devem recuar. Seria interessante travar negócios agora. Não há indicações de compradores ou oferta de vendedores.

Em Mato Grosso, na região de Sorriso, o volume de milho da 2ª safra de 2025 ainda é considerável, mas a liquidez é baixa. Fábricas indicam R$ 42,00 por saca de 60 Kg FOB, tratando direto com o produtor, e R$ 45,00 por saca de 60 Kg FOB, via cooperativa, para embarque em abril e pagamento em maio. Quanto à 2ª safra de 2026, há registro de negócios para a indústria de etanol a R$ 50,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em setembro e pagamento em outubro. O desenvolvimento da 2ª safra de 2026 no Estado entra em um momento crucial, no qual a regularidade das chuvas em abril e maio será determinante para consolidar o potencial produtivo das lavouras que enfrentaram atraso no plantio e demandam umidade constante para garantir bons rendimentos de campo.