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06/Apr/2026

Preços do milho sustentados no mercado interno

O atual ambiente externo incerto, a volatilidade do petróleo e fretes encarecidos no Brasil mantêm os vendedores afastados do mercado spot. Diante disso, as negociações envolvendo milho são limitadas, e os preços registram apenas pequenas variações. Nos últimos sete dias, o Indicador ESALQ/BM&F (Campinas - SP) permanece praticamente estável (leve queda de 0,1%), cotado a R$ 70,32 por saca de 60 Kg. No acumulado de março, o Indicador registrou avanço de 1,2%. A média mensal foi de R$ 70,90 por saca de 60 Kg, sendo 4,5% superior à de fevereiro, mas expressivos 20,4% abaixo da média de março/25, em termos nominais. Nos últimos sete dias, observa-se pequena baixa de 0,02%% no mercado de lotes (negociação entre empresas), mas alta de 0,89% no mercado balcão (preço pago ao produtor). Na B3, os contratos futuros seguem reagindo aos preços internacionais do petróleo e às novas estimativas de área para os Estados Unidos.

O vencimento Maio/26 tem leve desvalorização de 0,9% nos últimos sete dias, passando para R$ 71,36 por saca de 60 Kg. O contrato Julho/26 apresenta avanço 0,5%, a R$ 71,38 por saca de 60 Kg. No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral/Seab) aponta que, até o final de março, 86% da produção de milho da 2ª safra de 2025 havia sido negociada, avanço de 7% em relação ao mês anterior e de 8% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Para 2ª safra de 2026, até março, 4% da produção havia sido negociada, abaixo dos 8% no mesmo período de 2025. Quanto ao milho safra de verão (1ª safra 2025/26), 35% da produção havia sido comercializada até março, em linha com os 36% há um ano. Em Mato Grosso do Sul, informações da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul) mostram que 91% da produção 2024/25 havia sido comercializada até meados de março, atraso de 4% em relação ao mesmo período de 2025.

Em Mato Grosso, dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que, até meados de março, 34,4% da produção estimada 2025/26 havia sido comercializada, percentual superior aos 32,4% do mesmo período do ano passado, mas inferior à média de 40,95% das últimas cinco safras. No dia 31 de março, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou novas estimativas de área de milho para safra 2026/27 dos Estados Unidos, apontando 38,57 milhões de hectares, contra 39,98 milhões de hectares plantados no ano passado e 38,04 milhões de hectares previstos em fevereiro de 2026. Na Bolsa de Chicago, os valores do milho são pressionados por especulações em relação ao possível encerramento do conflito militar no Irã, que reduziram os valores do petróleo e, consequentemente, os do milho, especialmente no dia 1º de abril. Nos últimos sete dias, o contrato Maio/26 registra desvalorização de 2,73%, a US$ 4,54 por bushel. O segundo vencimento (Jul/26) tem queda de 2,74% no mesmo comparativo, a US$ 4,65 por bushel. No Brasil, o clima favoreceu o avanço da colheita do milho safra de verão (1ª safra 2025/2026) nas principais regiões produtoras e, praticamente, a conclusão da semeadura da 2ª safra de 2026.

Até o dia 28 de março, os trabalhos de campo se mantiveram próximos da média das últimas cinco safras, conforme apontam dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para 2ª safra de 2026, a Conab aponta atraso na semeadura em relação à temporada passada, de 3,9%. Até o dia 28 de março, 95,5% da safra nacional havia sido semeada, em linha com a média das últimas cinco temporadas. No Paraná, o avanço na semeadura do cereal chegou, até o dia 30 de março, a 99% da área, de acordo com o Deral/Seab. Em Mato Grosso do Sul, até o dia 20 de março, a semeadura somava 84,6%, conforme indica a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), atraso de 1,3% em relação à safra anterior. Quanto à safra verão (1ª safra 2025/2026), até o dia 28 de março, a colheita somava 45,7% da área nacional, em linha com os 45,8% da média dos últimos cinco anos (de 2021 a 2025), mas abaixo dos 53,3% da temporada anterior, de acordo com a Conab. No Paraná, as boas condições climáticas favorecem o avanço da colheita e 91% da área havia sido colhida até o dia 30 de março, segundo o Deral/Seab. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.