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02/Apr/2026

Preços do milho sustentados pelo risco climático

O mercado brasileiro de milho deve continuar atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras. O clima deve ser o principal fator de formação de preços no Brasil nas próximas semanas. As condições climáticas ainda preocupam em algumas regiões produtoras e podem voltar a influenciar os preços da 2ª safra de 2026. Há relatos iniciais de perdas em áreas do oeste do Paraná, além de apreensão em parte de Mato Grosso diante da irregularidade das chuvas. O clima ainda preocupa e deve continuar fazendo preço.

No Paraná, na região de Cascavel, embora exista potencial de alta regionalizada dos preços no spot, em função da quebra de produtividade no oeste do Estado, a boa safra na Argentina, no Paraguai e no Rio Grande do Sul limita altas significativas nas cotações de abril. No mercado físico, as vendas são pontuais, com indústrias indicando entre R$ 65,00 e R$ 66,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega imediata e pagamento no fim do mês. Para 2ª safra de 2026, o desenvolvimento do milho ainda é incerto em função do período seco, com perdas já consolidadas em algumas áreas. Tradings indicam entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, a depender do prazo de entrega e pagamento.

Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, o cenário para abril também é de atenção ao clima. As vendas no spot devem seguir travadas em função do distanciamento entre as indicações de compra e venda. Enquanto fábricas de ração indicam entre R$ 57,00 e R$ 58,00 por saca de 60 Kg FOB, os produtores indicam até R$ 3,00 por saca de 60 Kg acima. Para 2ª safra de 2026, as lavouras plantadas mais tarde na região enfrentam temperaturas de 38°C, o que gera preocupação. As indicações de compra de tradings variam de R$ 54,00 a R$ 56,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em agosto e pagamento em setembro. Os vendedores sinalizam R$ 60,00 por saca de 60 Kg. A divergência quanto aos preços deve se manter neste mês, até que haja uma definição mais clara sobre o real potencial produtivo das áreas da 2ª safra de 2026 afetadas pelo calor e pela estiagem.