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02/Apr/2026

EUA: estoques abaixo do esperado levantam dúvidas

Segundo a StoneX, os estoques de milho nos Estados Unidos em 1º de março ficaram abaixo das expectativas do mercado, sinalizando possível superestimação da safra 2025/26, caso o padrão se confirme nos próximos relatórios trimestrais. O volume foi estimado em 229,23 milhões de toneladas, inferior à projeção média do mercado. Esse resultado indica ritmo de consumo mais elevado na primeira metade do ano comercial, com utilização de mais da metade da oferta disponível. A surpresa nos estoques levanta questionamentos sobre o tamanho efetivo da produção, embora a confirmação dependa da evolução dos próximos relatórios e da revisão oficial prevista para o fim do ciclo.

Apesar dessa sinalização, o quadro ainda é de ampla disponibilidade, com estoques elevados concentrados nos principais Estados produtores, o que mantém pressão sobre os preços e sobre a base no mercado físico. No segmento de demanda, há indícios de possível superestimação no uso para ração animal. As estimativas oficiais indicam consumo de 168,74 milhões de toneladas, enquanto ajustes baseados em indicadores históricos e no tamanho do rebanho sugerem números inferiores, ao redor de 163,3 milhões de toneladas. No curto prazo, o mercado também foi impactado por fatores geopolíticos, com a escalada no Oriente Médio elevando os preços de energia e trazendo preocupações sobre custos de fertilizantes. O fechamento do Estreito de Ormuz reduziu o fluxo global de petróleo, influenciando expectativas inflacionárias e o comportamento dos fundos, que tendem a ampliar posições em commodities em cenários de incerteza.

Para a soja, os estoques em 1º de março foram estimados em 57,28 milhões de toneladas, acima das expectativas e superior ao registrado no ano anterior, indicando oferta confortável. A ausência da China como compradora relevante contribui para a manutenção de estoques elevados. No caso do trigo, os estoques somaram 35,39 milhões de toneladas, em linha com o esperado e acima do ano anterior. O cereal pode ser impactado por restrições no uso de fertilizantes, o que tende a afetar a produtividade nas próximas safras, especialmente fora do Hemisfério Norte. A base de milho e soja permanece cerca de US$ 0,20 por bushel abaixo da média dos últimos cinco anos, refletindo o nível elevado de estoques e o equilíbrio confortável entre oferta e demanda no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.