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02/Apr/2026

EUA: estoques de milho baixos e área de soja frustra

Os estoques de milho nos Estados Unidos em 1º de março ficaram abaixo das projeções, enquanto a área de soja estimada para a safra 2026 veio menor do que o esperado. A combinação dos dados reforça o risco de balanços mais apertados para os grãos e contribui para sustentar os preços internacionais. O relatório trimestral de estoques do USDA indicou 229,23 milhões de toneladas de milho armazenados no dia 1º de março de 2026. Para a Universidade de Illinois, o dado evidencia um padrão de consumo elevado: mais da metade do milho disponível para o ano comercial já foi utilizado na primeira metade do período.

Esta foi a sétima ocorrência consecutiva em que o uso do milho no segundo trimestre superou projeções de mercado, levantando questionamentos sobre subestimação do consumo ou superestimação da produção. O USDA revisa oficialmente os números da safra anterior apenas no relatório anual de setembro. No caso da soja, os estoques permaneceram praticamente em linha com as expectativas, totalizando 57,28 milhões de toneladas. A surpresa veio do relatório de intenção de plantio, que estimou 34,3 milhões de hectares de soja, abaixo da média de mercado de 34,6 milhões de hectares.

A área de milho foi projetada em 38,6 milhões de hectares, acima da expectativa de 38,2 milhões de hectares, contrariando previsões de migração maior de área de milho para soja. A área agrícola total dos Estados Unidos segue em declínio gradual, refletindo mudanças estruturais no uso da terra, com pequenas perdas em várias regiões produtoras. Para o mercado global, a área menor de soja coincide com aumento estrutural da demanda por óleo vegetal nos Estados Unidos, impulsionada pela expansão do biodiesel e do diesel renovável.

Nesse contexto, a indústria norte-americana de esmagamento deve operar próxima da capacidade máxima, limitando a disponibilidade para exportação e sustentando os preços internacionais. Destaque para a sensibilidade do mercado aos números divulgados, pois a redução de área provoca reação nos preços, tendência que deve persistir enquanto a demanda por esmagamento continuar crescendo, abrindo oportunidades para exportadores como o Brasil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.