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31/Mar/2026

Grãos: alta do diesel e do frete pressiona os custos

Segundo a Biond Agro, o aumento dos custos com diesel e frete tem impactado diretamente a formação de preços de soja e milho no Brasil em 2026, com efeitos mais intensos em regiões afastadas dos portos. O encarecimento da logística reduz margens e eleva a participação do transporte no valor final das commodities. O diesel responde por 31% do custo total do transporte rodoviário, seguido por mão de obra, com 20%, e remuneração de capital, com 15%. A estrutura evidencia a forte dependência do setor em relação ao combustível, tornando os custos logísticos sensíveis às oscilações no mercado de energia.

A participação do frete no valor das commodities aumentou no último ano. No milho produzido em Mato Grosso, o custo logístico passou de 35% do valor do produto em 2025 para 38% em 2026. Na soja, o índice subiu de 20% para 22% no mesmo período, indicando maior peso da logística na formação de preços. O cenário é influenciado por fatores externos, como tensões geopolíticas no mercado internacional de energia, além da dependência brasileira de importações de diesel. No ambiente doméstico, a intensificação da fiscalização do piso mínimo de frete tem contribuído para manter os preços mais rígidos, limitando quedas mesmo em períodos de menor demanda.

Dados recentes mostram elevação no piso médio do frete, reforçando a pressão sobre os custos logísticos. A variação do diesel tem efeito direto e imediato sobre o transporte, impactando a rentabilidade das culturas. Diante desse contexto, a gestão estratégica dos custos logísticos ganha relevância para os produtores, uma vez que o frete elevado tende a permanecer como um dos principais desafios estruturais para o agronegócio brasileiro ao longo do ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.