31/Mar/2026
Segundo a EarthDaily, o monitoramento climático indica que a massa de ar quente na Região Sul do Brasil acelera a perda de umidade do solo em áreas produtoras de milho, elevando o risco de estresse hídrico. Entre 25 de março e 1º de abril, grande parte das regiões produtoras de milho segunda safra deve apresentar níveis satisfatórios de umidade, permitindo manutenção do potencial produtivo. No oeste do Paraná, a umidade do solo atingiu o menor nível dos últimos quatro anos, o que pode reduzir o potencial produtivo caso a seca persista, apesar do desenvolvimento inicial favorável observado pelo Índice de Vegetação de Diferença Normalizada (NDVI). No Rio Grande do Sul, o monitoramento entre 18 e 25 de março registrou aumento da umidade, indicando redução do estresse hídrico para a soja.
Em Mato Grosso, o NDVI sinaliza evolução inicial abaixo do esperado para o milho 2ª safra de 2026, mas o estágio inicial das lavouras permite recuperação. Em Goiás, o excesso de chuva em março atrasou a semeadura, resultando em início de ciclo tardio. No Mato Grosso do Sul, a formação de biomassa está em andamento, mas a persistência de baixa umidade eleva o risco agronômico. Modelos climáticos apresentam divergências para os próximos dias. O modelo europeu ECMWF projeta chuvas abaixo da média na maior parte do País, enquanto o modelo americano GFS indica volumes acima da média em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). A variação nos prognósticos evidencia incerteza sobre os impactos na produtividade do milho 2ª safra de 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.