31/Mar/2026
Segundo o Itaú BBA, a produção brasileira de sorgo na safra 2025/26 deve alcançar 6,9 milhões de toneladas. A cultura vem se consolidando como alternativa estratégica ao milho na segunda safra, impulsionada pela abertura do mercado chinês e pela menor exposição a riscos climáticos. Goiás lidera a produção nacional, com participação estimada em 28% do volume total. O avanço da cultura é favorecido pelo menor custo de produção, com investimento por hectare cerca de 65% inferior ao do milho safrinha, o que reduz o ponto de equilíbrio e preserva a rentabilidade do produtor.
A maior resiliência hídrica também contribui para a expansão da área. O sorgo demanda aproximadamente 350 milímetros de água ao longo do ciclo, enquanto o milho necessita de cerca de 600 milímetros, permitindo o cultivo em condições climáticas mais adversas e em janelas de plantio tardias. No mercado externo, a China surge como nova alternativa de escoamento, reduzindo a dependência do consumo doméstico e ampliando as oportunidades comerciais para o grão brasileiro.
No mercado interno, a demanda estrutural segue em crescimento, com maior utilização do sorgo na produção de ração para aves e suínos, além do avanço da indústria de etanol e do aproveitamento de subprodutos na nutrição animal. Embora ainda não seja uma commodity global padronizada, o sorgo apresenta aumento de liquidez nas principais regiões produtoras, impulsionado pela presença de indústrias de ração, confinamentos e usinas de biocombustíveis. O grão passa a desempenhar papel relevante na diversificação de renda e na mitigação de riscos produtivos no médio prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.