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30/Mar/2026

Preços do milho estão firmes no mercado doméstico

Os preços do milho caíram por cinco dias seguidos em Campinas (SP). Os compradores estão retraídos das negociações e/ou ofertando preços inferiores aos de vendedores, devido à maior disponibilidade do cereal no mercado spot, que, por sua vez, está atrelada ao avanço da colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026). O Indicador ESALQ/BM&F (Campinas - SP) registra recuo de 1,8% nos últimos sete dias, cotado a R$ 70,33 por saca de 60 Kg. A média do Indicador nesta parcial do mês está em R$ 70,98 por saca de 60 Kg, 20,3% abaixo da média de março/25, em termos nominais. Vale lembrar que, no acumulado de março, o Indicador ainda registra alta (+1,2%). Em São Paulo, os valores do cereal apresentam baixa de 1,5% nos últimos sete dias na região da Mogiana e 1,8% em Marília, a R$ 67,63 por saca de 60 Kg e a R$ 73,08 por saca de 60 Kg.

Por outro lado, os preços seguem em alta em outras regiões, devido à posição firme de produtores diante das incertezas quanto ao frete. Nos últimos sete dias, os valores registram avanço de 1,5% no oeste do Paraná, indo a R$ 63,24 por saca de 60 Kg. No mesmo período, as cotações registram aumentos de 2,3% em Rio Verde (GO) e de 1,2% em Dourados (MS), indo a R$ 60,86 por saca de 60 Kg e a R$ 56,26 por saca de 60 Kg, respectivamente. Nos últimos sete dias, os avanços são de 0,4% no mercado de lotes (negociação entre empresas) e de 1,4% no mercado de balcão (preço pago ao produtor). Na B3, os preços acumulam leve alta, sustentados pelo dólar. Os contratos Maio/26 e Jul/26 apresentam alta de 0,2% e 0,6% nos últimos sete dias, passando para R$ 72,02 por saca de 60 Kg e R$ 71,01 por saca de 60 Kg.

Na Bolsa de Chicago, os valores do milho têm leve queda. Após a sinalização do governo norte-americano de abertura para negociação com o Irã, o preço do petróleo caiu, pressionando, consequentemente, as cotações do milho. Nos últimos sete dias, o contrato Maio/26 negociado na Bolsa de Chicago registra desvalorização de 0,6%, indo para US$ 4,67 por bushel. O segundo vencimento (Julho/26) registra queda de 0,4% no mesmo comparativo, fechando a US$ 4,78 por bushel. Até o dia 21 de março, os trabalhos de campo, apesar de atrasados em relação aos do mesmo período do ano anterior, se mantiveram próximos da média das últimas cinco safras, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para 2ª safra de 2026, o atraso em relação à temporada passada é de 4%, o que deixa produtores receosos quanto a possíveis adversidades climáticas. Até o dia 21 de março, 91,6% da safra nacional havia sido semeada, semelhante aos 90,7% da média das últimas cinco temporadas, segundo a Conab. Em Mato Grosso, a semeadura está finalizada, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). No Paraná, o atraso da colheita de soja na atual safra tem limitado o avanço na semeadura do cereal, que chegou, até o dia 23 de março, a 90% da área, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral/Seab). Em Mato Grosso do Sul, até o dia 20 de março, a semeadura somava 84,6%, conforme indica a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), atraso de 1,3% em relação à safra anterior.

Quanto à safra de verão (1ª safra 2025/2026), até o dia 21 de março, a colheita somava 38% da área nacional, em linha com os 39,5% da média dos últimos cinco anos (de 2021 a 2025), mas abaixo dos 48% da temporada anterior, de acordo com a Conab. No Paraná, as boas condições climáticas favorecem o avanço da colheita e 87% da área havia sido colhida até o dia 23 de março, segundo o Deral/Seab. No Rio Grande do Sul, a Emater-RS aponta que a colheita chegou a 73% da área estadual até o dia 26 de março, 4% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado. Em Santa Catarina, a colheita somava 66% da área até o dia 21 de março, 19,2% abaixo do mesmo período do ano passado, segundo a Conab. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos primeiros 15 dias úteis de março, foram embarcadas 784,2 mil toneladas de milho, representando 90% do exportado em março/25 e com ritmo diário 14% superior ao verificado há um ano. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.