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30/Mar/2026

Futuros caem com pressão de oferta e amplo estoque

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram em baixa na sexta-feira (27/03), pressionados por vendas mais intensas realizadas por produtores nos Estados Unidos após a recente valorização das cotações. O contrato com vencimento em maio recuou 5,00 cents, equivalente a 1,07%, e fechou a US$ 4,62 por bushel. No acumulado da semana passada, a perda foi de 0,75%. A perspectiva de estoques mais elevados nos Estados Unidos reforçou o viés baixista. Estimativas indicam que os estoques domésticos em 1º de março devem atingir 230,84 milhões de toneladas, acima dos 206,93 milhões de toneladas registrados no mesmo período do ano anterior.

A oferta brasileira também contribuiu para a pressão sobre os preços. As exportações do Brasil em março estão projetadas em 870,7 mil toneladas, volume 83,6% superior às 474,2 mil toneladas embarcadas em março de 2025, ampliando a disponibilidade global. As perdas foram parcialmente limitadas pela autorização emergencial para comercialização de gasolina com mistura de 15% de etanol (E15) durante o verão no Hemisfério Norte. A medida entra em vigor em 1º de maio, com duração inicial de 20 dias, passível de prorrogação. Nos Estados Unidos, o etanol é produzido majoritariamente a partir do milho, o que sustenta a demanda pelo grão.

Além disso, foram mantidas as metas de 56,78 bilhões de litros para biocombustíveis convencionais, como o etanol de milho, nos anos de 2026 e 2027, reforçando a base estrutural de consumo. As atenções do mercado também se voltam para o relatório de intenção de plantio nos Estados Unidos, com projeção de área de 38,24 milhões de hectares, abaixo dos 39,98 milhões de hectares do ciclo anterior. Estimativa anterior apontava área de 38,04 milhões de hectares. O cenário inclui ainda incertezas relacionadas ao aumento dos custos de insumos, especialmente fertilizantes, influenciados por restrições logísticas globais, o que pode impactar as decisões de plantio e resultar em eventual redução adicional da área cultivada.