30/Mar/2026
O início da operação de uma nova biorrefinaria da Inpasa em Luís Eduardo Magalhães (BA), com capacidade anual de 470 milhões de litros de etanol e 245 mil toneladas de DDGS, ocorre em um contexto de elevação dos preços dos combustíveis fósseis, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, ampliando a competitividade do biocombustível no Brasil. O ambiente externo tem gerado pressão inflacionária relevante sobre os combustíveis, com impacto direto sobre a cadeia logística e os custos do diesel, refletindo no preço final ao consumidor.
Esse movimento tende a favorecer o etanol, que ganha competitividade relativa frente à gasolina, especialmente em regiões mais dependentes de importação de combustíveis, como o Nordeste. A disponibilidade de produção local contribui para reduzir a exposição à volatilidade internacional, atuando como fator de estabilização regional. A oferta contínua de etanol no mercado interno tende a mitigar oscilações de preços e reduzir impactos inflacionários associados ao mercado global de energia.
A ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 27% para 30%, também reforça esse efeito, ao ampliar a participação do biocombustível na matriz energética e reduzir a dependência de derivados fósseis. Esse ajuste contribui para conter pressões inflacionárias decorrentes do cenário externo. Além do impacto econômico, o etanol assume papel estratégico ao fortalecer a segurança de abastecimento, reduzindo a vulnerabilidade a choques internacionais e ampliando a resiliência do sistema energético nacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.