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27/Mar/2026

Futuros do milho encerram praticamente estáveis

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta quinta-feira (26/03) próximos da estabilidade, refletindo um ambiente de forças opostas entre fatores macroeconômicos, energéticos e fundamentos de oferta e demanda. O contrato com vencimento em maio registrou leve recuo de 0,05%, e fechou a US$ 4,67 por bushel, após sequência de valorização nas sessões anteriores, quando acumulou ganho de 1,69%. O movimento foi influenciado, em parte, por realização de lucros por parte dos investidores. Entre os fatores de pressão, destaca-se a valorização do dólar frente ao real, que tende a aumentar a competitividade das exportações brasileiras e, consequentemente, elevar a oferta global disponível.

Nesse contexto, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta embarques de 870,7 mil toneladas de milho pelo Brasil em março, avanço de 83,6% em relação ao mesmo período de 2025. Por outro lado, o mercado encontrou suporte na forte alta do petróleo, que melhora a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis. Nos Estados Unidos, o biocombustível é produzido majoritariamente a partir do milho, o que reforça a demanda pelo grão. Adicionalmente, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) autorizou, em caráter emergencial, a comercialização do E15 (gasolina com mistura de 15% de etanol) durante o verão no Hemisfério Norte.

A medida, válida a partir de 1º de maio, pode ampliar temporariamente o consumo de etanol e, consequentemente, sustentar a demanda por milho no curto prazo. Os dados de exportação dos Estados Unidos apresentaram desempenho dentro das expectativas. As vendas da safra 2025/26 somaram 1,22 milhão de toneladas na semana encerrada em 19 de março, com avanço semanal, mas ainda abaixo da média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/27, foram registradas vendas adicionais de 135 mil toneladas. O cenário indica um mercado equilibrado, no qual fatores de suporte, como energia e demanda por etanol, são compensados por pressões relacionadas ao câmbio e à concorrência internacional, mantendo as cotações próximas da estabilidade no curto prazo.