27/Mar/2026
Segundo o Rabobank, os preços do milho no mercado interno registraram alta de 4% em março na comparação com o mês anterior. Três fatores influenciaram o movimento: a incerteza climática sobre a 2ª safra de 2026 no Brasil, a previsão de menor área de milho nos Estados Unidos na safra 2026/27 e a expansão da demanda das usinas de etanol. Para a temporada 2025/26, a projeção para a produção nacional é de 137 milhões de toneladas, volume 5 milhões de toneladas inferior ao ciclo anterior. O total é composto por 27 milhões de toneladas de milho safra de verão (1ª safra 2025/20260 e 110 milhões de toneladas de milho na 2ª safra de 2026. A estimativa considera um leve aumento de área, mas queda na produtividade média.
O consumo de milho destinado à produção de etanol neste ano deve atingir o recorde de 27 milhões de toneladas, um incremento de 4 milhões de toneladas em relação ao registrado em 2024/25. Já a projeção para as exportações totais de milho do Brasil é de 41 milhões de toneladas. As tensões geopolíticas entre Estados Unidos, Israel e Irã elevaram os preços do petróleo, o que pressiona os custos do diesel e do frete interno no Brasil. O encarecimento logístico pode limitar o ritmo das exportações brasileiras em 2026, tornando o mercado doméstico mais competitivo por ser menos sensível aos custos de transporte. O Irã absorveu 20% das exportações brasileiras de milho no ano passado.
Caso o conflito no Oriente Médio se prolongue, os exportadores poderão buscar novos mercados para compensar uma eventual redução na demanda iraniana. Outro ponto de atenção é o setor de frangos, que destina 19% de suas exportações à região. Uma retração nesses embarques limitaria a demanda de milho para ração animal. Em Mato Grosso, a comercialização atingiu 36% da produção, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O índice está três pontos porcentuais acima do registrado em igual período de 2025. A formação dos preços nos próximos meses dependerá da evolução da 2ª safra brasileira de 2026, da área plantada nos Estados Unidos e do comportamento dos custos de frete. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.