27/Mar/2026
Segundo a EarthDaily, as condições climáticas no Brasil apresentam contrastes relevantes para o desenvolvimento das lavouras, com cenário favorável ao milho segunda safra no Centro-Oeste e aumento do risco hídrico na Região Sul. A umidade do solo permanece em níveis satisfatórios em áreas de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, favorecendo o desenvolvimento inicial do milho 2ª safra de 2026. Apesar disso, há divergências entre modelos climáticos para o curto prazo, com o modelo europeu indicando chuvas abaixo da média e o americano projetando volumes mais elevados em importantes regiões produtoras, incluindo o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Em Mato Grosso, não há sinalização de risco relevante no momento.
Embora o índice de vegetação (NDVI) indique desempenho inicial abaixo do esperado, o estágio das lavouras ainda preserva o potencial produtivo, condicionado ao comportamento climático nas próximas semanas. Em Mato Grosso do Sul, o desenvolvimento das lavouras já apresenta avanço, com melhora nos indicadores de vigor vegetativo. No entanto, a baixa umidade do solo eleva o risco agronômico caso não haja recomposição hídrica no curto prazo. Em Goiás, o excesso de chuvas em março atrasou o plantio, deslocando o calendário agrícola. Ainda assim, a manutenção de níveis elevados de umidade tende a favorecer o desenvolvimento das áreas já semeadas. Por outro lado, na Região Sul do País, a atuação de uma massa de ar quente intensifica a evapotranspiração, acelerando a perda de umidade do solo.
No oeste do Paraná, apesar do bom desenvolvimento inicial das lavouras, os níveis de umidade estão nos menores patamares dos últimos quatro anos, o que pode comprometer o potencial produtivo em caso de persistência da seca. No Rio Grande do Sul, houve melhora recente nas condições hídricas. Entre os dias 18 e 25 de março, foi registrada recuperação da umidade do solo, reduzindo o estresse hídrico e favorecendo o desenvolvimento das lavouras de soja. O cenário reforça um quadro climático heterogêneo no País, com impacto direto sobre o potencial produtivo das culturas, especialmente do milho 2ª safra de 2026, que depende de condições adequadas nas próximas semanas para consolidar produtividade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.