26/Mar/2026
Segundo o Rally da Safra, a produção da 2ª safra de milho de 2026 no Brasil está estimada em 114,5 milhões de toneladas, o que representa queda de 7,6% em relação ao ciclo anterior, refletindo principalmente o aumento do risco climático em importantes regiões produtoras. Apesar da retração na produção, a área plantada deve crescer 2,5%, alcançando 18,5 milhões de hectares. A produtividade média é projetada em 103,1 sacas por hectare, mantendo-se próxima da tendência histórica, mas ainda dependente das condições climáticas nas próximas semanas.
O desempenho da safra está diretamente condicionado ao regime de chuvas, especialmente no mês de abril. Em Estados como Goiás, as lavouras ainda necessitam de precipitações ao longo de abril e na primeira quinzena de maio para sustentar o potencial produtivo. Em Mato Grosso, a demanda por chuvas também se concentra em abril, período crítico para o desenvolvimento das plantas. Mesmo com bons níveis de umidade no solo observados após as chuvas de março, há divergências entre os modelos climáticos, o que eleva a incerteza quanto ao desempenho final da safra.
O monitoramento das lavouras deve se intensificar entre 10 de maio e 15 de junho, período em que equipes técnicas irão avaliar as condições de campo em Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. O cenário reforça a sensibilidade da safrinha às condições climáticas no curto prazo, com potencial de ajustes na produtividade conforme a evolução do clima nas principais regiões produtoras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.