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25/Mar/2026

Grãos: oferta global confortável limita alta de preços

Segundo a AgResource, a recente alta dos fertilizantes, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, ainda não altera o quadro global de oferta de grãos, mantendo limitado o potencial de valorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. A avaliação é de que os mercados físicos seguem indicando disponibilidade confortável de produto em diferentes regiões, o que reduz o risco de um movimento altista mais consistente enquanto não houver ajuste nos estoques globais. Apesar da valorização da ureia nas últimas semanas, o impacto sobre as decisões de plantio nos Estados Unidos é considerado limitado no curto prazo. A maior parte das necessidades de nitrogênio para a safra atual, entre 80% e 85%, já foi adquirida pelos produtores, o que reduz a sensibilidade imediata a variações de preços dos insumos.

A formação das expectativas de área plantada também não deve refletir integralmente os efeitos recentes do cenário geopolítico, uma vez que o levantamento de intenção de plantio foi realizado em período próximo ao início do conflito. Eventuais impactos sobre produtividade tendem a aparecer apenas em fases mais avançadas do ciclo. Os sinais do mercado físico reforçam a leitura de oferta equilibrada. Desde o início do ano, os preços à vista têm apresentado desempenho mais fraco que os contratos futuros. O trigo acumulou alta mais intensa em Chicago do que no mercado físico russo, enquanto o milho avançou na bolsa, mas registrou recuo no mercado argentino. Nos Estados Unidos, os indicadores de base do milho apontam ausência de preocupação com escassez, refletindo oferta adequada.

No Brasil, a soja mantém competitividade no mercado internacional, com preços inferiores aos praticados no Golfo dos Estados Unidos, enquanto as condições climáticas seguem favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. Outro fator relevante é o aumento expressivo dos custos de combustível marítimo, que praticamente dobraram nas últimas semanas nos principais portos globais. Esse movimento tende a elevar os custos logísticos e pode reduzir o ritmo do comércio internacional, favorecendo o acúmulo de estoques nos países exportadores e ampliando a pressão baixista sobre os preços no médio prazo. Adicionalmente, a possibilidade de redução das tensões geopolíticas pode levar à desmontagem de posições compradas por fundos, que acumularam volume expressivo de contratos ao longo do ano, contribuindo para maior volatilidade no mercado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.