24/Mar/2026
Os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em baixa nesta segunda-feira (23/03), refletindo principalmente a forte queda do petróleo, que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido a partir do grão. O vencimento maio recuou 6,00 cents, ou 1,29%, e fechou a US$ 4,59 por bushel. O movimento ocorreu em meio à expectativa de suspensão por cinco dias de ataques a usinas de energia no Irã, conforme anúncio do presidente Donald Trump, e pela persistente incerteza regulatória em torno do E15, gasolina com 15% de etanol nos Estados Unidos, que limita a demanda pelo biocombustível. O recuo foi parcialmente compensado pelo enfraquecimento do dólar ante o Real, reduzindo o estímulo às exportações brasileiras, e pelos dados de exportação dos Estados Unidos.
Na semana até 19 de março, 1,7 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para exportação, aumento de 1,76% ante a semana anterior. Desde o início do ano comercial, o volume inspecionado atingiu 44,58 milhões de toneladas, crescimento de 37,8% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Exportadores norte-americanos também relataram venda de 102 mil toneladas de milho ao México, com entrega prevista para 2025/26. No Brasil, o plantio da 2ª safra de milho de 2026 no Centro-Sul alcançou 97% da área estimada, avanço ante 91% uma semana antes e próximo do total de 100% registrado no ano anterior, favorecido pela melhora das condições climáticas na região do Matopiba e demais Estados com atraso.