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20/Mar/2026

Preços sustentados pelo dólar e incerteza global

Os preços do milho no Brasil têm encontrado suporte em fatores financeiros e no ambiente externo, enquanto o risco climático ainda não está incorporado de forma relevante às cotações. O mercado segue mais sensível ao câmbio e ao movimento global das commodities do que a eventuais perdas na 2ª de 2026. O clima no curto prazo segue favorável nas principais regiões produtoras. Mais de 86% da área da 2ª safra de 2026 já foi plantada no País, com Mato Grosso praticamente finalizado dentro da janela. O suporte recente vem da combinação entre dólar e fluxo especulativo na Bolsa de Chicago, em meio à incerteza global. Mesmo com parte do plantio fora da janela, há estímulo econômico para avanço da 2ª safra de 2026. O plantio deve seguir até dia 30 de março. As cotações atuais incentivam o produtor a seguir no campo, inclusive como forma de recompor margens após a soja. O mercado doméstico de milho opera em ritmos distintos nas principais regiões produtoras do País.

No Paraná, na região de Maringá, a situação do milho disponível é de "espera estratégica" forçada. Muitos produtores seguraram as vendas do grão até agora apostando em altas para abril e maio, mas o espaço nas indústrias e tradings acabou. Não há indicação de comprador porque estão estocados e conseguem segurar até a entrada da próxima safra. A oferta existe, mas não há demanda compradora para absorver os volumes agora. Por conta disso, não há nem mesmo indicações de preços. Para 2ª safra de 2026, tradings indicam entre R$ 66,00 e R$ 67,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em julho e pagamento em 17 de agosto. Não há novas aquisições sendo feitas no momento.

Em Mato Grosso, na região de Sorriso, algumas tradings começam a olhar para o milho futuro com mais interesse, indicando R$ 45,00 por saca de 60 Kg FOB, via pessoa física, para embarque em junho e pagamento em agosto. Entretanto, o volume de negócios ainda é limitado. No spot, os produtores que ainda detêm milho da safra passada mantêm a estratégia de aguardar por preços mais remuneradores em abril ou maio. Contudo, a baixa presença de empresas compradoras no imediato limita qualquer reação expressiva. A falta de apetite da indústria em pagar os R$ 50,00 por saca de 60 Kg pedidos pelo produtor mantém a liquidez do milho físico em patamares mínimos.