ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

18/Mar/2026

Preço do milho sobe com atraso da 2ª safra de 2026

Segundo o Itaú BBA, os preços do milho no mercado brasileiro apresentam reação em março, impulsionados pela valorização externa e pelo atraso no plantio da 2ª safra. Em Campinas (SP), a alta parcial no início do mês foi de 3,5%, com a cotação atingindo R$ 70,00 por saca de 60 Kg. Em fevereiro, o mercado registrou movimento oposto, com queda nos preços devido à maior disponibilidade da safra de verão nas Regiões Sul e Sudeste. Em Sorriso (MT), a média mensal foi de R$ 46,60 por saca de 60 Kg, recuo de 9% em relação a janeiro. O ritmo de semeadura da 2ª safra de 2026 ficou abaixo da média histórica em parte de fevereiro, em função do atraso na colheita da soja, com destaque para Goiás. Esse cenário amplia a exposição das lavouras ao encurtamento do período chuvoso. No Estado, cerca de 70% da área deve ser plantada em janela de alto risco climático, enquanto em Mato Grosso esse índice é de 18%.

As projeções climáticas indicam irregularidade nas chuvas ao longo do outono, com redução gradual a partir de maio. Esse padrão eleva o risco de estresse hídrico, especialmente em áreas de plantio tardio, como Goiás, Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e parte do Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso, onde o plantio ocorreu de forma mais antecipada, a exposição ao risco climático é menor, embora permaneça a necessidade de monitoramento da distribuição das chuvas em abril e maio. No mercado internacional, os preços na Bolsa de Chicago recuaram 0,4% em fevereiro, encerrando o período em US$ 4,29 por bushel, refletindo a incorporação dos riscos associados à oferta da América do Sul e ao atraso no Brasil. No início de março, as cotações voltaram a subir, acompanhando a valorização do petróleo e da soja. No cenário global, o relatório de oferta e demanda de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou o estoque final mundial da safra 2025/26 de 289 milhões para 293 milhões de toneladas.

A produção do Brasil foi elevada para 132 milhões de toneladas e a da Ucrânia para 31 milhões de toneladas, enquanto a estimativa para a Argentina foi reduzida para 52 milhões de toneladas. O quadro global segue caracterizado por oferta confortável. Para a safra 2026/27 nos Estados Unidos, a perspectiva aponta redução da área plantada para cerca de 38 milhões de hectares, refletindo margens mais apertadas e maior competição com a soja. A produção é estimada em 400 milhões de toneladas, queda de aproximadamente 30 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, com produtividade projetada em 11,5 toneladas por hectare. O cenário combina suporte de curto prazo aos preços no mercado doméstico, em função do atraso no plantio e dos riscos climáticos, com um ambiente global ainda marcado por ampla disponibilidade, o que tende a limitar movimentos mais consistentes de alta no médio prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.