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18/Mar/2026

EUA: alta de fertilizantes pode reduzir área de milho

O aumento nos preços internacionais de fertilizantes deve impactar a área de milho nos Estados Unidos na safra 2026/27, abrindo espaço para soja e sustentando os preços do cereal em Chicago. O milho vem sendo negociado abaixo do custo de produção, enquanto a soja exige menos insumos, tornando-se relativamente mais atrativa diante da elevação de custos. A migração de área pode limitar a oferta americana e consolidar preços acima de US$ 4,50 por bushel, enquanto persistirem tensões no Estreito de Ormuz, por onde passam 25% a 30% do suprimento global de fertilizantes.

Muitos produtores americanos adiaram compras de insumos do outono para a primavera, enfrentando preços mais elevados sem possibilidade de recuo no planejamento da safra. No curto prazo, pode haver correção após alta de cerca de 20 pontos em Chicago, impulsionada por vendas externas e risco de redução da área plantada. A estimativa de preço médio do milho para 2025/26 permanece em US$ 4,18 por bushel, com viés de alta pelo risco de menor produção nos Estados Unidos, enquanto desde setembro o contrato acumula média de US$ 4,29 por bushel.

Os fundamentos globais seguem estáveis. O relatório de março do USDA manteve os estoques finais de milho nos EUA em 2,13 bilhões de bushels, e os estoques mundiais subiram 3,8 milhões de toneladas, com aumentos na produção do Brasil (1 milhão de toneladas) e Ucrânia (1,7 milhão de toneladas), compensando reduções na Argentina (1 milhão de toneladas) e no consumo global (800 mil toneladas). No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ajustou marginalmente a projeção da safra para 138,3 milhões de toneladas, ante colheita de 141,1 milhões no ciclo anterior.

A colheita do milho safra de verão (1ª safra 2025/2026) atingiu 29,5% da área, acima da média de cinco anos (27,3%) e abaixo de 34,5% em igual período de 2025, enquanto o plantio da 2ª safra de 2026 alcançou 75,9%, comparado a 83,1% no ano passado e média histórica de 71,5%. A expectativa é que a formação de preços passe a depender menos de dados correntes de oferta e mais das decisões de plantio nos Estados Unidos, com a disputa por área entre milho e soja, influenciada pelo custo de fertilizantes, tornando-se o principal vetor de preço nas próximas semanas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.