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16/Mar/2026

Clima favorável às lavouras da 2ª safra de milho

Segundo análise da EarthDaily, empresa especializada em monitoramento agrícola por satélite, o aumento da umidade do solo em diversas regiões do Brasil deve favorecer o estabelecimento e o desenvolvimento inicial do milho 2ª safra de 2026 nas próximas semanas. A comparação entre os períodos de 12 e 19 de março aponta elevação significativa da umidade do solo em grande parte das áreas produtoras, condição considerada favorável ao avanço da 2ª safra de 2026. No entanto, a intensificação das chuvas pode reduzir temporariamente o ritmo das operações de campo em áreas ainda não semeadas. Em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, o cenário climático é avaliado como positivo para o potencial produtivo no curto prazo. Na Região Sul, a manutenção de umidade do solo abaixo da média segue exigindo acompanhamento.

Em Mato Grosso, o índice de vegetação NDVI, indicador que mede o vigor vegetativo das plantas, já aponta o início do ciclo do milho 2ª safra de 2026, ainda em níveis modestos. O comportamento sugere desenvolvimento gradual das lavouras, possivelmente relacionado a um calendário de plantio mais tardio ou a crescimento inicial mais lento. Mesmo assim, a umidade do solo permanece adequada e tende a aumentar com as chuvas recentes e previstas. Em Goiás, os volumes elevados de precipitação registrados no fim de fevereiro limitaram os trabalhos de campo. No início de março, porém, as chuvas voltaram a níveis próximos da média, permitindo a retomada da colheita da soja e do plantio da 2ª safra de 2026. A expectativa é de nova elevação da umidade do solo nos próximos dias, beneficiando as áreas já implantadas, embora precipitações mais frequentes possam novamente reduzir o ritmo de semeadura nas áreas remanescentes.

Em Minas Gerais, a precipitação acumulada até 12 de março permanece abaixo da média histórica de 30 anos, mas supera o volume observado no mesmo período do ano passado. Modelos climáticos indicam retorno de chuvas mais volumosas no curto prazo. O modelo americano GFS projeta acumulados mais expressivos, enquanto o europeu ECMWF aponta volumes mais moderados. Ainda assim, a tendência é de recomposição da umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Na Região Sul, a atenção permanece voltada para níveis de umidade do solo abaixo da média em diversas áreas. No curto prazo, a condição não representa risco significativo ao potencial produtivo, mas pode ganhar importância caso a estiagem se prolongue. O modelo ECMWF indica manutenção do padrão recente de temperaturas abaixo da média em grande parte da região produtora, enquanto o Paraná e outros pontos do Sul devem registrar valores próximos ou acima da normalidade.

Já o modelo GFS projeta cenário mais quente, com anomalias de até 5°C acima da média em algumas áreas. A análise também aponta que as temperaturas têm permanecido relativamente amenas nas últimas semanas, sem episódios relevantes de calor excessivo no País. Esse padrão pode reduzir temporariamente a taxa de crescimento das lavouras de milho safrinha, com desenvolvimento vegetativo mais lento e possível alongamento do ciclo, mas sem riscos relevantes no curto prazo. Em São Paulo, o aumento da umidade do solo entre 5 e 12 de março favoreceu o crescimento vegetativo e o acúmulo de biomassa nas lavouras de cana-de-açúcar, embora possa pressionar temporariamente a concentração de ATR nas plantas. Na região central do Estado, a precipitação acumulada nos últimos sete dias alcançou cerca de 125 milímetros, volume aproximadamente 196% superior à média histórica para o período. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.