13/Mar/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta quinta-feira (12/03) em leve alta, sustentados principalmente pela valorização do petróleo no mercado internacional. O contrato com vencimento em maio avançou 2,25 cents (0,49%), e fechou a US$ 4,62 por bushel. A alta do petróleo melhora a competitividade relativa do etanol, combustível produzido majoritariamente a partir do milho nos Estados Unidos, o que tende a fortalecer a demanda pelo cereal. Analistas também apontam que o conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços de fertilizantes levantam incertezas quanto às intenções de plantio de milho na próxima safra norte-americana.
Apesar do suporte, os ganhos foram limitados pela valorização do dólar frente ao Real, movimento que tende a favorecer a competitividade das exportações brasileiras do cereal. Segundo estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deverá embarcar 801,7 mil toneladas de milho em março, volume 69% superior às 474,2 mil toneladas exportadas em igual mês de 2025. No campo da demanda externa, os dados semanais de vendas dos Estados Unidos ficaram dentro das expectativas do mercado.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, exportadores norte-americanos comercializaram 1,50 milhão de toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 5 de março. O volume representa queda de 24% em relação à semana anterior e recuo de 2% frente à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/27, foram registradas vendas de 500 toneladas. No acumulado do ano comercial, os Estados Unidos já venderam 66,5 milhões de toneladas de milho, alta de 31,65% em comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior.