12/Mar/2026
Segundo a Aprosoja-MT, produtores de milho em Mato Grosso realizam parte da semeadura da 2ª safra de 2026 fora da janela considerada ideal, após chuvas intensas que provocaram atraso superior a 20 dias no calendário agrícola. O cenário gera preocupação quanto ao potencial produtivo e à viabilidade econômica da safra 2025/26. O atraso está associado principalmente às precipitações registradas durante a colheita da soja, que dificultaram o avanço das operações no campo. Com isso, a implantação das lavouras de milho ocorre em período mais tardio, elevando o risco de que as chuvas diminuam antes da conclusão do ciclo da cultura, o que poderia limitar o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade. Além do atraso no calendário, o excesso de umidade também pode provocar impactos agronômicos nas áreas já plantadas.
O milho apresenta maior sensibilidade a variações no estande de plantas, e perdas de população nas lavouras podem ocorrer em razão de condições inadequadas de germinação e desenvolvimento inicial. A redução no número de plantas por hectare tende a afetar diretamente o rendimento final da cultura. Outro fator de preocupação refere-se à maior sensibilidade do milho ao excesso hídrico em comparação com a soja. Condições de solo excessivamente úmido durante as fases de germinação, crescimento e floração podem provocar danos ao desenvolvimento das plantas, afetar a qualidade dos grãos e reduzir a rentabilidade da atividade. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que 93,68% da área prevista para o milho da safra 2025/26 já havia sido semeada no Estado.
Apesar do avanço nas operações, o ritmo segue mais de 20 dias atrasado em relação ao período considerado ideal para o plantio. Levantamento do sistema de monitoramento climático da Aprosoja-MT aponta elevados volumes de chuva em diferentes regiões produtoras. Municípios como Diamantino, Nova Mutum, Vera, Sinop, Cláudia, Matupá e Querência registraram acumulados entre 700 e 900 milímetros no período de 25 de dezembro de 2025 a 25 de fevereiro de 2026. Em outras áreas do Estado, os volumes variaram entre 150 e 500 milímetros no mesmo intervalo. As condições de solo encharcado também dificultam o tráfego de máquinas nas áreas agrícolas, devido ao risco de compactação e degradação do solo. Essa situação obriga produtores a aguardar períodos de tempo firme para retomar e concluir as operações de plantio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.