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11/Mar/2026

Futuros do milho recuam acompanhando petróleo

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago registraram leve queda nesta terça-feira (10/03), influenciados principalmente pelo recuo do petróleo no mercado internacional. O contrato com vencimento em maio fechou a US$ 4,52 por bushel, com desvalorização de 1,50 cent ou 0,33%. A queda do petróleo reduz a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis. Nos Estados Unidos, o biocombustível é produzido majoritariamente a partir do milho, o que torna a relação entre energia e demanda pelo cereal um fator relevante para a formação de preços. A pressão adicional sobre as cotações também foi associada à retração do trigo, produto que atua como substituto direto do milho na formulação de rações.

O mercado também permanece atento à indefinição regulatória sobre a comercialização de gasolina com mistura de 15% de etanol nos Estados Unidos. A Comissão de Agricultura da Câmara dos Representantes aprovou recentemente um projeto relacionado à legislação agrícola, porém sem incluir a autorização para venda do E15 durante todo o ano, o que mantém incertezas sobre o consumo potencial de etanol. O relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentou impacto limitado nas cotações. A projeção de produção de milho no Brasil foi elevada de 131 milhões de toneladas para 132 milhões de toneladas, abaixo da expectativa média de mercado de 132,3 milhões de toneladas.

Para a Argentina, a estimativa de produção foi reduzida de 53 milhões de toneladas para 52 milhões de toneladas, enquanto as projeções de mercado indicavam um ajuste menor, para 52,9 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, os estoques finais de milho para a safra 2025/2026 foram mantidos em 54,02 milhões de toneladas. No cenário global, a projeção de estoques foi elevada de 288,98 milhões de toneladas para 292,75 milhões de toneladas. No Brasil, o avanço do plantio do milho 2ª safra de 2026 também permanece no radar do mercado. A semeadura atingiu 75,9% da área prevista, com evolução semanal de 11%. Em comparação com o mesmo período do ciclo 2024/25, os trabalhos apresentam atraso de 7,2%. Em relação à média das últimas cinco safras, de 71,5%, o ritmo de plantio está adiantado.