10/Mar/2026
O mercado brasileiro de milho inicia a semana sustentado por oferta restrita no spot e demanda ativa de consumidores, cenário que tem mantido os preços firmes mesmo com a colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026) em andamento. Os produtores têm negociado apenas lotes pontuais enquanto priorizam a colheita do milho safra de verão (1ª safra 2025/2026) e a semeadura da 2ª safra de 2026. Esse comportamento tem limitado a disponibilidade imediata de produto e sustentado as cotações em várias regiões consumidoras. As maiores valorizações recentes são registradas em regiões consumidoras ou em localidades onde produtores têm priorizado a venda de soja. Na Região Sul do País, onde a colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026) já está mais adiantada, o movimento é diferente, com queda nos preços.
Em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, as negociações seguem lentas. Os compradores indicam valores entre R$ 50,00 e R$ 53,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata. Os produtores indicam R$ 55,00 por saca de 60 Kg. A diferença tem limitado os negócios. No Paraná, o ritmo de comercialização também é moderado. Na região de Ponta Grossa, os produtores indicam entre R$ 61,00 e R$ 63,00 por saca de 60 Kg CIF indústria, enquanto fábricas de ração indicam valores próximos de R$ 63,00 a R$ 64,00 por saca de 60 Kg, para entrega em maio. Parte das vendas ocorre por necessidade de liberar espaço nos armazéns para a soja, mas a indústria compra apenas volumes pontuais.