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09/Mar/2026

Etanol de Milho: usina da 3tentos em Mato Grosso

A 3tentos espera iniciar nas próximas semanas a operação da sua primeira usina de etanol de milho, em Porto Alegre do Norte (MT), no Vale do Araguaia. A planta já está pronta do ponto de vista operacional, com licenças do Corpo de Bombeiros e do órgão ambiental emitidas, e aguarda apenas a vistoria final da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar a produção. O etanol e o DDG (subproduto da fermentação do milho utilizado na alimentação animal) já têm contratos firmados com compradores. Operacionalmente, a planta está praticamente pronta. O licenciamento está na fase final e a expectativa é que dentro de algumas semanas ela já esteja iniciando as operações, se possível ainda no fim do primeiro trimestre ou nos primeiros dias de abril. A entrada da usina ocorre num momento em que o segmento industrial da companhia registrou pressão de rentabilidade.

No quarto trimestre de 2025, o lucro bruto ajustado da divisão caiu 40,3%, para R$ 220,1 milhões, impactado principalmente pela retração nos preços do farelo de soja. Apesar da queda no trimestre, a divisão manteve crescimento ao longo do ano. Em 2025, a receita do segmento avançou 15,3%, para R$ 7,8 bilhões, impulsionada principalmente pelo biodiesel, cuja receita subiu 27,6%, para R$ 3,9 bilhões. A nova planta de etanol integra um ciclo de investimentos recorde da companhia. A 3tentos aplicou R$ 1,7 bilhão em 2025, o maior volume de capital da sua história, com cerca de 90% dos recursos direcionados à expansão industrial. Além da unidade no Mato Grosso, as plantas de processamento de soja em Ijuí (RS), Cruz Alta (RS) e Vera (MT) passaram por ampliações de capacidade ao longo do ano.

As obras dessas expansões exigiram paradas programadas no quarto trimestre, o que também limitou o volume processado no período. Os circuitos e equipamentos da planta já estão sendo testados, e os insumos necessários para o início da produção, incluindo biomassa e milho, estão garantidos. Com o início da operação da usina de etanol, a companhia espera alterar a dinâmica do segmento industrial. Em 2025, parte do milho originado pela empresa foi comercializado via trading, com margens menores e custos logísticos elevados. A industrialização do grão na própria região produtora tende a mudar esse quadro. É uma indústria que complementa o ecossistema da companhia e traz um novo biocombustível para dentro do portfólio. O milho vai potencializar o negócio, não só pela indústria em si, mas por todo o ecossistema. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.