06/Mar/2026
Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta quinta-feira (05/03) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados principalmente pelo fortalecimento do petróleo no mercado internacional e pelo desempenho das exportações norte-americanas. O avanço do petróleo aumenta a competitividade do etanol, biocombustível produzido majoritariamente a partir do milho nos Estados Unidos, fator que tende a estimular a demanda pela matéria-prima e sustentar as cotações do cereal. O contrato com vencimento em maio registrou valorização de 9,75 cents, equivalente a 2,20%, e fechou a US$ 4,53 por bushel. O movimento de alta também reflete a percepção de maior risco geopolítico no mercado de energia, diante da continuidade das tensões no Oriente Médio.
Esse cenário tem levado os agentes a precificar a possibilidade de um conflito prolongado na região, sustentando os preços do petróleo. Além do fator energético, dados robustos de exportação dos Estados Unidos contribuíram para o avanço das cotações. Na semana encerrada em 26 de fevereiro, as vendas externas de milho da safra 2025/26 somaram 2,02 milhões de toneladas. O volume representa forte aumento em relação à semana anterior e avanço de 54% frente à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/27, foram negociadas mais 154 mil toneladas. Com isso, as vendas totais das duas temporadas alcançaram 2,176 milhões de toneladas no período, resultado que superou o teto das estimativas do mercado, projetadas em até 1,6 milhão de toneladas.
No acumulado do atual ano comercial, as vendas externas norte-americanas de milho somam 64,98 milhões de toneladas, volume 31% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. Apesar do cenário positivo para os preços, a indefinição regulatória em torno da gasolina com mistura de 15% de etanol nos Estados Unidos permanece como fator de cautela no mercado. A Comissão de Agricultura da Câmara dos Representantes aprovou nesta semana uma proposta da nova lei agrícola norte-americana, porém o texto não incluiu a medida que permitiria a comercialização de E15 durante todo o ano.