04/Mar/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram em leve alta nesta terça-feira (03/03), influenciados pelo fortalecimento do petróleo, que melhora a competitividade do etanol frente à gasolina. Nos Estados Unidos, o biocombustível é produzido majoritariamente a partir do milho, o que cria correlação direta entre energia e cereal. O vencimento maio avançou 0,75 cent, ou 0,17%, e fechou a US$ 4,46 por bushel. A Renewable Fuels Association destacou que a escalada do conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam a urgência de aprovação de projeto que permita a comercialização de E15, gasolina com mistura de 15% de etanol, durante todo o ano nos Estados Unidos.
A proposta enfrenta resistência no Congresso norte-americano, diante de interesses divergentes entre os setores agrícola e petrolífero. O avanço do dólar frente ao Real limitou os ganhos, ao aumentar a competitividade das exportações brasileiras e ampliar a oferta global disponível ao mercado internacional. No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o plantio da 2ª safra de milho de 2026 atingiu 64,9% da área prevista até o dia 28 de fevereiro, avanço de 18,2% na semana. O ritmo está abaixo dos 69,5% observados no mesmo período do ano passado, porém acima da média dos últimos cinco anos, de 57,2%. Mato Grosso lidera os trabalhos, com 85,6% da área já semeada.