04/Mar/2026
A produção brasileira de milho no ciclo 2025/26 está projetada em 138,9 milhões de toneladas, configurando a segunda maior safra da série histórica, conforme relatório divulgado pela Argus. O volume fica abaixo apenas do recorde de 141 milhões de toneladas registrado na temporada 2024/25. A leve retração anual é atribuída a inconsistências climáticas observadas na safra de verão.
O relatório indica que a primeira safra continua perdendo área para a soja, em função de margens mais atrativas e da forte demanda chinesa pela oleaginosa. Em contrapartida, a segunda safra, ou safrinha, consolidou-se como principal responsável pela oferta nacional do cereal. A área destinada ao milho safrinha deve alcançar recorde em 2025/26, impulsionada pela demanda interna aquecida. O desempenho produtivo em Estados-chave, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, dependerá do ritmo da colheita da soja, condição determinante para o cumprimento da janela ideal de plantio e mitigação de riscos hídricos.
No mercado doméstico, os preços internos do milho permanecem acima das paridades de exportação, refletindo a firmeza da demanda. O consumo segue sustentado, sobretudo, pela expansão do setor de etanol de milho. A projeção é de que o Brasil atinja produção de 15 bilhões de litros do biocombustível até o fim da década, reforçando o papel estrutural do cereal na matriz energética.
No cenário internacional, a consultoria estima crescimento de 69 milhões de toneladas na produção mundial de milho em 2025/26, com destaque para a recuperação das colheitas nos Estados Unidos, Ucrânia e China. Com isso, os estoques globais de passagem devem registrar o primeiro avanço em três anos, alterando a dinâmica de oferta e demanda no mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.