04/Mar/2026
O consumo interno de milho em Mato Grosso deverá atingir recorde de 20,11 milhões de toneladas na safra 2025/26, avanço de 9,18% em relação ao ciclo anterior, conforme relatório de março divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O crescimento é impulsionado pela expansão do parque industrial de etanol de milho no Estado, com novas plantas em operação, reforçando o redirecionamento do cereal do mercado externo para o consumo doméstico.
A produção estadual da safra 2025/26 foi mantida em 51,72 milhões de toneladas, retração de 6,70% frente ao recorde de 55,43 milhões de toneladas obtido na safra 2024/25. Ainda assim, o volume configura o terceiro maior da série histórica do instituto. A área cultivada permanece estimada em 7,39 milhões de hectares, alta anual de 1,83%, com destaque para a expansão de 4,31% na região Nordeste do Estado. A semeadura alcançou 81,93% da área até 27 de fevereiro, beneficiada por bons volumes de chuva ao longo do mês. Para março, a previsão indica continuidade das precipitações, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. A produtividade média foi mantida em 116,61 sacas por hectare, em linha com a média das últimas três safras, mas 8,38% inferior ao desempenho recorde do ciclo anterior.
O avanço da demanda interna impacta os demais componentes do balanço. As exportações da safra 2025/26 foram revisadas para 25,90 milhões de toneladas, recuo de 0,77%, diante da maior absorção doméstica e da elevada disponibilidade de estoques globais, que reduz a competitividade do milho mato-grossense no mercado internacional. O consumo interestadual foi projetado em 7,50 milhões de toneladas, queda de 9,64% em relação a 2024/25, refletindo a expectativa de maior oferta do cereal em outras regiões do País.
A demanda total da safra 2025/26 está estimada em 53,51 milhões de toneladas, incremento de 0,19% frente à projeção anterior. Os estoques finais foram revisados para 443,49 mil toneladas, retração de 11,68% ante fevereiro e redução de 80,13% frente ao estoque de passagem da safra 2024/25, de 2,23 milhões de toneladas, evidenciando o estreitamento entre oferta e consumo em um cenário de menor produção e forte expansão da demanda industrial.
Para a safra 2024/25, a demanda total foi estimada em 53,72 milhões de toneladas, leve recuo de 0,09% ante o relatório anterior. As exportações foram ajustadas para 27,00 milhões de toneladas, queda de 2,53%, influenciadas pelo maior direcionamento do grão ao mercado interno e pela maior oferta mundial. O consumo interno avançou 3,68%, totalizando 18,42 milhões de toneladas, sustentado principalmente pelo setor de etanol. O estoque final da safra 2024/25 foi estimado em 2,23 milhões de toneladas, alta de 2,15% frente à estimativa de fevereiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.