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03/Mar/2026

Fururos do milho recuam acompanhando o trigo

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta segunda-feira (02/03) em baixa, pressionados pelo movimento de aversão a risco nos mercados globais em meio ao conflito no Oriente Médio. O desempenho também refletiu a queda do trigo, substituto direto do milho na formulação de ração animal, além do fortalecimento do dólar frente ao Real, fator que tende a estimular as exportações brasileiras e pesa sobre as cotações. O vencimento março recuou 2,75 cents, ou 0,61%, e fechou a US$ 4,45 por bushel.

O impasse em torno do E15, gasolina com mistura de 15% de etanol nos Estados Unidos, segue influenciando o mercado. O Conselho de Energia Doméstica Rural da Câmara dos Representantes descumpriu pela segunda vez o prazo autoimposto para apresentar proposta que autorize a venda do E15 durante todo o ano no país, frustrando produtores de milho e o setor de biocombustíveis. O colegiado enfrenta dificuldades para formular texto que contemple simultaneamente os interesses do setor agrícola e da indústria de petróleo.

A Associação de Combustíveis Renováveis destacou que a alta do petróleo, intensificada pelo conflito no Oriente Médio, reforça a urgência de aprovação de uma medida permanente para o E15. As perdas do milho foram parcialmente limitadas pela valorização do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol e, consequentemente, sustenta a demanda por grãos destinados à produção do biocombustível.

No Brasil, o avanço do plantio da 2ª safra de 2026 ocorre sob pressão climática. Levantamento da AgRural apontou que 66% da área estimada no Centro-Sul estava semeada até 26 de fevereiro, ante 50% na semana anterior. Apesar do avanço semanal, o índice é o mais baixo para a data desde 2022. No mesmo período do ano passado, o plantio alcançava 80%. A chuva e o atraso na colheita da soja seguem dificultando o ritmo das operações em diversas regiões. Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informou que 1,86 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para exportação na semana encerrada em 26 de fevereiro, volume 8% inferior ao registrado na semana anterior.