03/Mar/2026
O mercado brasileiro de milho deve seguir travado em função de um forte distanciamento entre as vendedores e compradores e o avanço da colheita da soja, que passou a ser a prioridade dos produtores. Enquanto em Mato Grosso o cenário é de compradores ausentes, no Paraná o atraso na colheita do milho safra de verão (1ª safra 2025/2026) gera um impasse de preços que paralisa as negociações. Com o produtor priorizando a soja e o atraso no plantio da 2ª safra de 2026 elevando o risco de cumprimento de contratos, a oferta de curto prazo tende a encolher, mantendo o mercado físico firme.
Em Mato Grosso, na região de Sorriso, os compradores estão praticamente ausentes do mercado. Os produtores indicam R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB, mas as indicações nominais de compra não ultrapassam os R$ 43,00 a R$ 45,00 por saca de 60 Kg FOB. No mercado disponível, usinas de etanol indicam R$ 45,00 por saca de 60 Kg FOB.
No Paraná, o milho safra de verão (1ª safra 2025/2026) enfrenta atrasos na colheita, o que gera um impasse de preços. Na região de Ponta Grossa, os compradores indicam R$ 59,00 por saca de 60 Kg CIF, mas os vendedores resistem em negociar abaixo de R$ 60,00 a R$ 62,00 por saca de 60 Kg CIF. O produtor prioriza a colheita da soja e deixando o milho pronto no campo para ser colhido posteriormente, o que deve restringir a oferta de milho no curto prazo. Para 2ª safra de 2026, o mercado está paralisado devido às incertezas sobre o cumprimento de contratos face ao atraso no plantio.