02/Mar/2026
Os Estados Unidos colheram cerca de 432 milhões de toneladas em 2025, superando o recorde anterior em aproximadamente 43 milhões de toneladas. A oferta elevada e a comercialização por parte dos produtores têm limitado as tentativas de recuperação dos preços. A área de milho nos Estados Unidos em 2026 deve ficar entre 38,4 milhões e 39 milhões de hectares, acima dos 38 milhões de hectares projetados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Entre os fatores para a manutenção de área elevada estão a rede de proteção do seguro agrícola incluída no pacote tributário do governo Trump e os pagamentos do programa de assistência federal ao agricultor (FBA), de US$ 11 bilhões, cuja distribuição começou na semana passada. É questionável o efeito estrutural de pagamentos diretos em um ambiente de excesso de oferta.
Quando o governo incentiva a produção de uma cultura já em excesso de oferta, não ajuda a causa de longo prazo dos agricultores por preços mais altos. Os recursos acabam sendo repassados ao longo da cadeia, pressionando custos de insumos e arrendamentos sem melhorar de forma duradoura a rentabilidade. É importante a implementação de medidas voltadas à ampliação do consumo doméstico, como o uso permanente do etanol E15. Os Estados Unidos precisam usar grãos domesticamente. A tendência é de perda de participação nas exportações mundiais. Estimativas de custo de produção da AgV Solutions apontam para cerca de US$ 177,00 por tonelada no milho considerando custos fixos e variáveis. Com o contrato maio do milho próximo de US$ 185,00 por tonelada, a cultura se aproxima do ponto de equilíbrio para parte dos produtores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.