27/Feb/2026
Os futuros de milho fecharam em leve alta nesta quinta-feira (26/02) na Bolsa de Chicago. Os ganhos foram sustentados pela expectativa de que grandes refinarias de petróleo nos Estados Unidos compensem parte das obrigações de mistura de biocombustíveis que deixaram de ser cumpridas por pequenas refinarias. De acordo com a Reuters, o governo de Donald Trump chegou a um acordo para exigir que grandes refinarias compensem ao menos 50% dessas isenções. Isso resultaria em maior demanda por etanol, que nos Estados Unidos é feito principalmente com milho. O vencimento maio do grão subiu 1,50 cent (0,34%), e fechou a US$ 4,43 por bushel.
Esse fator foi contrabalançado por dados semanais de vendas externas dos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas de analistas. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores venderam 685,8 mil toneladas de milho da safra 2025/2026 na semana encerrada em 19 de fevereiro. O volume representa queda de 53% em relação à semana anterior e de 56% na comparação com a média das quatro semanas anteriores. Para 2026/2027, foram vendidas 11,7 mil toneladas. A soma das duas safras, de 697,5 mil toneladas, ficou abaixo do piso das estimativas do mercado, de 900 mil toneladas. O USDA disse também que exportadores relataram venda de 178 mil toneladas de milho para o Japão.
Do total, 154 mil toneladas são para entrega no ano comercial 2026/2027 e 24 mil toneladas, para o ciclo 2027/2028. O impasse em torno do E15 (gasolina com mistura de 15% de etanol) nos Estados Unidos também pesou sobre os negócios. A expectativa era de que o Conselho de Energia Doméstica Rural da Câmara dos Representantes apresentasse ontem um projeto preliminar para autorizar a venda de E15 durante todo o ano no país, o que não ocorreu. Esta foi a segunda vez que o conselho descumpriu um prazo autoimposto para apresentar o projeto, em meio a dificuldades para elaborar uma proposta que atenda aos interesses tanto do setor agrícola quanto do de petróleo.