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26/Feb/2026

2ª safra 2026: balanço de oferta/demanda ajustado

Segundo a Biond Agro, a 2ª safra brasileira de milho de 2026 apresenta um balanço de oferta e demanda mais ajustado, o que diminui a capacidade de absorção de perdas produtivas. A colheita total é estimada em 137,5 milhões de toneladas, enquanto a demanda interna e externa deve alcançar 141,8 milhões de toneladas. A redução dos estoques finais para 8,2 milhões de toneladas, equivalente a 6% do consumo, estabelece um patamar de maior sensibilidade para as cotações. A implantação da 2ª safra de 2026 ocorre sob o efeito de atrasos operacionais, com o deslocamento do cronograma agrícola em função da lentidão na colheita da soja, causada pelo excesso de umidade na Região Centro-Oeste. O mercado ainda trabalha com um cenário-base confortável, mas o sistema entrou no ciclo com menos folga.

Quando o estoque é mais enxuto, qualquer perda adicional ganha peso maior na formação de preços. Embora não haja déficit hídrico, a concentração das chuvas dificulta o trabalho das máquinas e comprime a janela ideal de semeadura, especialmente em estados como Goiás e Mato Grosso do Sul. Quando a janela aperta, o risco deixa de ser apenas logístico e passa a impactar a produtividade. O aperto do balanço se intensifica na comparação histórica. Após um ciclo 2023/2024 marcado por estoques finais equivalentes a apenas 2% do consumo, a temporada seguinte trouxe recomposição para 8%. Agora, a projeção de 6% recoloca o mercado em um nível intermediário, mas ainda sensível. A combinação entre menor produção projetada e crescimento da demanda doméstica reduz a elasticidade do sistema.

O milho passa a contar com um suporte estrutural mesmo antes de qualquer evento climático adverso mais severo. Com estoque mais ajustado, o mercado tem menos capacidade de absorver desvios produtivos. O balanço mais justo funciona como um piso estrutural para o milho e um potencial suporte aos preços. No campo climático, há ainda a possibilidade de transição para El Niño no segundo semestre de 2026. Embora o fenômeno não implique automaticamente quebra de safra em nível nacional, ele aumenta a variabilidade regional. Para 2ª safra de 2026, o risco está menos no evento isolado e mais na combinação entre plantio tardio e eventual irregularidade de chuvas no enchimento de grãos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.