23/Feb/2026
Os futuros de milho fecharam em alta na sexta-feira (20/02) na Bolsa de Chicago, influenciados pelo desempenho do trigo. Os dois grãos tendem a se mover na mesma direção porque um é substituto direto do outro em ração animal. O recuo do dólar ante o Real, que tende a desestimular as exportações brasileiras, também deu algum suporte aos preços. O vencimento maio do cereal subiu 3,50 cents (0,80%), e fechou a US$ 4,39 por bushel. Na semana passada, acumulou perda de 0,51%. A forte demanda pelo grão norte-americano foi outro fator de suporte, embora as vendas semanais dos Estados Unidos tenham vindo dentro das expectativas do mercado.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disse que exportadores venderam 1,469 milhão de toneladas de milho da safra 2025/2026 na semana encerrada em 12 de fevereiro. O volume representa queda de 29% ante a semana anterior e de 33% em relação à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/2027, foram vendidas 65,7 mil toneladas. No acumulado do ano comercial, porém, as vendas somam 62,27 milhões de toneladas, aumento de 30% na comparação anual. O impasse em torno do E15 (gasolina com mistura de 15% de etanol) nos Estados Unidos impediu uma alta mais acentuada dos preços.
De acordo com relatos na mídia, o Conselho de Energia Doméstica Rural da Câmara dos Representantes deve apresentar nesta semana um projeto preliminar para autorizar a venda de E15 durante todo o ano. Segundo a Bloomberg, o conselho atualizou as diretrizes propostas para o E15, na tentativa de resolver um impasse que tem dividido os setores agrícola e de petróleo. O plano mantém a autorização para venda de E15 durante todo o ano, mas aumenta o volume de isenções a pequenas refinarias, o que deve frustrar produtores de milho e o setor de etanol.